A política é uma ciência inexata, muitas vezes aleatória, o
que a torna passível para todos os tipos de previsões e provisões. Mas por ser
aleatória não é possível dizer que o que aconteceu antes pode se repetir
depois, mesmo com fatos no macro cenário nacional, no nosso micro cenário
municipal pode ser totalmente diferente.
A transferência de votos no macro cenário nacional está
comprovada com a eleição da presidente Dilma e isso é base para a premissa
política utilizada por dois candidatos a prefeito de Piracicaba.
O candidato do PT Roberto Felício conta muito com esse poder
de transferência de votos que vai direto a fonte e quer ter sua foto associada
ao ex-presidente Lula, só que aqui em Piracicaba a maior votação não foi para a
presidente Dilma. Será que pensaram nisso?
O candidato do PSDB Gabriel Ferrato também quer que essa
teoria seja verdadeira, mas até agora essa transferência não foi sentida de
fato, pois se assim o fosse haveria a demonstração nas pesquisas eleitorais
através de números próximos ao resultado da eleição de 2008.
Dessa forma fica a disputa em quem será o maior transferidor?
O macro nacional ou o micro regional? E essa disputa continua...
Mas o que mais me espanta é a necessidade dos candidatos de
receber essas transferências e não basear sua campanha na própria história e
propostas de ação.
O que é mais importante? Ter a sombra de um apoiador ou ter
uma história de vida? Ser a marionete de alguém ou ser o próprio? Ser o
rascunho ou ser o original?
Eleitor, pense, reflita, recicle seus conceitos e vote
limpo!
Marcelo Filik